07/03/2011

Locomalito

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Achei muito interessante a “filosofia” desse desenvolvedor independente de jogos sobre como os jogos deveriam ser. Traduzi em resumo o que ele diz no seu site:

  • “Jogos são mais que simples entretenimento, eles são um estilo de vida, eles trazem valores e inspiração, cultura e desafios...”.
  • “Eu acredito em jogos curtos e intensos, em jogar um pouco cada dia aproveitando cada minuto até o fim. Eu gosto de jogos de aventura que requerem habilidades para resolver situações, fazem o coração bater mais rápido, me trazem morte ou glória, e me deixam gastar o resto do dia com outras coisas”.
  • A dificuldade faz parte da personalidade do jogo, então cada jogo deve ter apenas um nível de dificuldade.
  • Coisas secretas são interessantes, mas não “achievements” que forçam a ações repetitivas ou a passar horas jogando.
  • Jogos devem ser feitos por amor, não para agradar as massas. Desenvolvedores independentes são livres para criar jogos comercialmente inaceitáveis.
  • Os jogos antigos são as raízes de tudo que jogamos, e foram feitos com muito poucos recursos. Devemos respeitá-los como a um avô.
  • A cultura do Arcade (conhecido como “fliperama” ou “taito” no Brasil) precisa renascer. Nesses ambientes podíamos conversar com as pessoas, fazer parcerias, compartilhar estratégias e pagar somente pelo que jogávamos.
  • Imagine um lugar onde jogos clássicos e novos são acessíveis a todos, como numa biblioteca. Ali as pessoas se reuniriam para jogar, conversar sobre jogos e pensar em seus próprios projetos.
Joguei os jogos desse autor, e gostei bastante. São de primeira qualidade, e disponibilizados completamente de graça, por convicção de que é assim que deve ser. Por mais curtos que sejam, podem prover horas de diversão para quem ainda gosta dos jogos antigos, mas quer jogar uma coisa nova com aquele mesmo espírito.

1 comentários:

TailsApnea disse...

Tava dando uma olhada la no site, parecem legais mesmo, simples mais bem divertidos.