
Desenvolvedor: Jesse Venbrux
Plataformas: Windows
Data de lançamento: 2009
Gênero: Plataforma
Duração: Cerca de 10 minutos
Baixe agora - 6 mb
Um jogo sobre guerra ideológica
Um jogo que passou despercebido, porém se trata de uma obra de arte interativa e subversiva do melhor tipo. Jesse Venbrux é um designer de jogos holandês que nasceu em 1986, isto é, é da nova geração, 6 anos mais novo que eu. Porém fez jogos incríveis, como Karoshi e Execution.
Pazzon é tão linear quanto um jogo linear pode ser. Quando eu terminei, eu pensei: "Será que eu tinha alguma escolha?". Mas, lembrando-me de Execution, me vi pego na armadilha do Pazzon: Eu tive a escolha de não jogar, assim que eu percebi que era obrigado a fazer algo que não queria. Mas ainda assim, quando jogamos, somos compelidos a prosseguir até o final, custe o que custar, só para ver o final. Ver o final é uma espécie de recompensa, é isso que nos estimula a jogar.
O protagonista de Pazzon parece inicialmente um herói, mas na verdade ele é o único vilão. A linha que divide esses papéis é tão tênue que mal percebemos quando acontece, já que o jogo inteiro você faz praticamente a mesma coisa. É interessante como você é levado a confiar nos seres que te ensinam como jogar e te dão uma missão. Em algum momento você pensa que sua missão está indo bem, até que você se vê matando seres inocentes e indefesos, apenas porque eles não concordam com as crenças da sociedade que você representa.
Então você se depara com seres diferentes, que te ajudam a fazer um verdadeiro genocídio. Mas esses seres não são devorados pelo sistema de crenças, eles atacam a autoridade religiosa. Inicialmente você pode se sentir bem em se tornar opositor da sua sociedade, matando seus líderes. Porém, o último deles lhe diz: "Se você me matar, você morrerá também". Ele não esboça nenhuma reação de defesa, porém você não tem motivos para acreditar nele.
Ainda assim, não há opção. Não dentro do jogo. O "the end" é abrupto, insatisfatório. Mas ele não tem menos sentido do que o final da maioria dos jogos comerciais de hoje, jogos lineares, que no máximo produzem uma ilusão de escolha, uma ilusão de liberdade.
Pazzon é o que acontece quando nos deixamos levar por uma "paixão" cega, e simplesmente obedecemos o que nos é dito sem poderação ou discernimento. a mensagem do jogo é sobre ficar passivo diante de um sistema de crenças, e simplesmente cooperar com ele, sendo uma engrenagem na máquina de destruição em massa.
Pazzon é tão linear quanto um jogo linear pode ser. Quando eu terminei, eu pensei: "Será que eu tinha alguma escolha?". Mas, lembrando-me de Execution, me vi pego na armadilha do Pazzon: Eu tive a escolha de não jogar, assim que eu percebi que era obrigado a fazer algo que não queria. Mas ainda assim, quando jogamos, somos compelidos a prosseguir até o final, custe o que custar, só para ver o final. Ver o final é uma espécie de recompensa, é isso que nos estimula a jogar.
O protagonista de Pazzon parece inicialmente um herói, mas na verdade ele é o único vilão. A linha que divide esses papéis é tão tênue que mal percebemos quando acontece, já que o jogo inteiro você faz praticamente a mesma coisa. É interessante como você é levado a confiar nos seres que te ensinam como jogar e te dão uma missão. Em algum momento você pensa que sua missão está indo bem, até que você se vê matando seres inocentes e indefesos, apenas porque eles não concordam com as crenças da sociedade que você representa.
Então você se depara com seres diferentes, que te ajudam a fazer um verdadeiro genocídio. Mas esses seres não são devorados pelo sistema de crenças, eles atacam a autoridade religiosa. Inicialmente você pode se sentir bem em se tornar opositor da sua sociedade, matando seus líderes. Porém, o último deles lhe diz: "Se você me matar, você morrerá também". Ele não esboça nenhuma reação de defesa, porém você não tem motivos para acreditar nele.
Ainda assim, não há opção. Não dentro do jogo. O "the end" é abrupto, insatisfatório. Mas ele não tem menos sentido do que o final da maioria dos jogos comerciais de hoje, jogos lineares, que no máximo produzem uma ilusão de escolha, uma ilusão de liberdade.
Pazzon é o que acontece quando nos deixamos levar por uma "paixão" cega, e simplesmente obedecemos o que nos é dito sem poderação ou discernimento. a mensagem do jogo é sobre ficar passivo diante de um sistema de crenças, e simplesmente cooperar com ele, sendo uma engrenagem na máquina de destruição em massa.

3 comentários:
esse jogo é genial. é assustador (positivamente) ver como um cara tão novo consegue produzir uma sequência de jogos tão bons.
admiro-o.
se eu conseguir entrar no doutorado ano que vem, certamente vou usar esse jogo como objeto de pesquisa.
abraço.
Não sei se alguém tem conhecimento, mas a estética desse jogo é visivelmente (com certeza proposítalmente) inspirada na obra do Pintor Modernista, Mondrian.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Piet_Mondrian
http://daviddoctorrose.files.wordpress.com/2008/05/mondrian.jpg
Excessão praticamente das cores.
Talvez tenha algum sentido nisso! Eu consigo enxergar alguns porquês nessa escolha. Realmente genial!
Sim, e não é o primeiro jogo inspirado em Mondrian...
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